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Lixão da moda: montanha de roupas no Chile já é visível por satélite

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Uma montanha de roupas descartadas no deserto do Atacama, no norte do Chile, atingiu proporções tão grandes que já pode ser vista do espaço. O conhecido “lixão da moda” deve aumentar ainda mais: a cada ano, milhares de toneladas de itens são enviados para a enorme pilha de roupas. No mês passado, o SkyFi, app que fornece imagens de satélite sob demanda, captou uma visão da órbita terrestre em que aparece a gigantesca montanha de roupas. A imagem mostra o tamanho da pilha em comparação com uma cidade próxima, revelando a verdadeira dimensão do problema que representa. ➜ Deserto chileno do Atacama vira cemitério de lixo fashion ➜ Eclipse solar: observatório da NASA fotografa evento direto do espaço A SkyFi explicou, em post no blog da plataforma, como a imagem da montanha de roupas se alinha com a missão contínua do aplicativo de tornar os dados de observação da Terra transparentes e fáceis de acessar, algo que considera fundamental para identificar e resolver problemas como este. ...

Marte roxo? Sonda da NASA capta imagens ultravioleta do planeta vermelho

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Você já viu um planeta roxo? Provavelmente só em imagens fictícias da galáxia que servem como plano de fundo. Até agora. A missão MAVEN (Evolução Atmosférica e Volátil de Marte) da NASA obteve imagens impressionantes de Marte, mostrando o planeta vermelho em comprimentos de onda ultravioleta, com lindas cores. ➜ Rover Curiosity captura imagem de Marte digna de plano de fundo ➜ Humanos só conseguem viver em Marte por até 4 anos, alerta estudo O instrumento Imaging Ultraviolet Spectrograph (IUVS), da sonda, captou fotografias em momentos diferentes em 2022 e 2023, em diferentes pontos da órbita do nosso planeta vizinho em torno do Sol. De acordo com a agência espacial, o IUVS mede comprimentos de onda entre 110 e 340 nanômetros, fora do espectro visível. Para tornar esses detalhes visíveis ao olho humano, as fotografias ganharam diferentes cores a fim de identificar as três faixas de comprimento de onda ultravioleta. O ozônio aparece em roxo, enquanto as nuvens estão em branco ou...

Método avalia a procedência e a autenticidade de cafés canéforas especiais brasileiros

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Texto: Karina Ninni | Agência FAPESP O café comum consumido no Brasil é, geralmente, uma mistura de grãos da espécie arábica ( Coffea arabica ) com o chamado robusta – uma designação generalizada para variedades da espécie canéfora ( Coffea canephora ). Mas, apesar de tradicionalmente usado em misturas e historicamente descrito como um café de baixa qualidade em comparação ao arábica, o canéfora está em ascensão no cenário dos cafés especiais, resultado de uma nova percepção da indústria acerca da espécie. “Os cafés canéforas brasileiros estão se destacando e atingindo uma qualidade sensorial comparável à do arábica. Produtores, consumidores e processadores estão interessados nesse mercado. Cafés canéforas especiais brasileiros produzidos em duas regiões diferentes já receberam registro de indicação geográfica”, revela o doutorando em ciência de alimentos Michel Rocha Baqueta , da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (FEA-Unicamp). Sob a orienta...

Brasileiros avançam na compreensão das superexplosões estelares

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Texto: José Tadeu Arantes | Agência FAPESP A relação entre as manchas solares e as explosões solares tem sido bastante investigada nos estudos sobre o Sol. Até porque essas erupções associadas a ejeções de massa coronal, em que grandes quantidades de energia são liberadas, impactam diretamente nosso planeta, causando maior ocorrência de auroras boreais; blecautes nas comunicações por rádio; incremento do efeito de cintilação nos sinais de GPS; redução nas velocidades e altitudes dos satélites artificiais ( leia mais em: agencia.fapesp.br/41044/ ). Para entender a física por trás desses eventos estelares, uma nova pesquisa enfocou um fenômeno ainda mais intenso, denominado superexplosão ( superflare , em inglês), com energia de 1.000 a 10.000 vezes maior do que as maiores explosões vistas no Sol. E buscou esse tipo de evento em duas estrelas do tipo K: a Kepler-411 e a Kepler-210. Descobriu – para surpresa dos pesquisadores – que, a despeito de essas estrelas serem semelhantes em to...

Aplicativo da Unesp ajuda a reconhecer dor em animais

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Texto: Suzel Tunes/Revista Pesquisa Fapesp Com 12 anos de idade, Rafinha, um cachorrinho SRD (sem raça definida) já sofre os efeitos do envelhecimento. Tem calcificação nas vértebras lombares, que provoca dor crônica. A condição é irreversível, mas o cão tem a sorte de contar com a dedicação e os conhecimentos de seu tutor (ou dono), o veterinário Cláudio Fanella, e de um novo recurso para aliviar o sofrimento: um aplicativo que mensura dor em animais. Denominado VetPain, o app foi lançado em dezembro do ano passado por pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (FMVZ-Unesp),  campus  de Botucatu. Fruto de um projeto de pesquisa desenvolvido com apoio da FAPESP, o programa já está disponível gratuitamente para celulares do sistema Android. Enquanto não é lançado para IOS, pode ser acessado em  www.animalpain.org . Fanella conta que conheceu o aplicativo na própria Unesp, onde leva Rafinha para sessões de acupuntura,...

Até 2025 brasileiro não comerá mais arroz com feijão todo dia

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Uma pesquisa da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) apontou uma tendência preocupante: o consumo de feijão com arroz tende a diminuir no país.  O motivo é o feijão. Segundo o estudo, a partir de 2025 o grão só entrará nos pratos brasileiros de uma a quatro dias por semana – diferente de hoje, que protagoniza a alimentação em, no mínimo, cinco refeições semanais.  ➜ Vírus do feijão-de-corda é arma importante no tratamento de câncer ➜ Colher feita em laboratório consegue mudar sabor da comida A estimativa tem base em uma análise com 572.675 adultos brasileiros que identificou mudanças no padrão alimentar tradicional do país de 2007 a 2017.  Nos primeiros cinco anos, o consumo se mostrou estável. Mas, a partir de 2012, houve uma queda significativa na presença do grão na alimentação do país: caiu de 67,5% para 59,5%. A redução atinge todas as faixas etárias, gêneros e níveis de escolaridade.  A partir desses dados, os pesquisadores estimam que, até 2025, ...

Empresas brasileiras investem no desenvolvimento e aplicação comercial de nanossatélites

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Texto: Rodrigo de Oliveira Andrade/Revista Pesquisa Fapesp O lançamento em abril de um satélite de 12 quilos (kg), pouco maior do que uma caixa de sapatos, representou um marco para a indústria espacial brasileira. Concebido pela Visiona Tecnologia Espacial, joint venture da Embraer Defesa e Segurança e da Telebras, o VCUB1 é o primeiro nanossatélite de alto desempenho projetado e desenvolvido no país. Também é uma iniciativa pioneira de aplicação comercial – até então, projetos nacionais desse tipo eram de uso científico ou educacional ( ver Pesquisa FAPESP nº 219 ). A expectativa da empresa é validar o software embarcado e usar as informações coletadas para complementar e aperfeiçoar serviços de sensoriamento remoto e telecomunicações que ela oferece a seus clientes, hoje baseados em satélites de terceiros. O dispositivo custou mais de R$ 30 milhões, dos quais R$ 2,9 milhões foram investidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação (Embrapii). Conta com uma câmera reflexiv...